Pela “TEORIA DA AMOTIO”, também denominada de “TEORIA DA APPREHENSIO”, tem-se como consumados (e não simplesmente tentados) os crimes de furto e roubo sempre que o agente se tornar possuidor da coisa alheia móvel subtraída, sendo indiferente se o bem saiu ou não da esfera de vigilância da vítima e se a posse foi ou não tranquila.

Essa teoria é a adotada no STJ (Súmula 582) e STF.

Exemplo: Imediatamente à prática de roubo de veículo, o agente é perseguido por policiais, sendo preso em flagrante e o bem recuperado. Pela teoria da amotio, o fato do flagrante e da apreensão do bem não caracteriza tentativa, sendo irrelevante, para que haja consumação, o fato de que o agente não chegou a ter a posse tranquila.